Quais as competências “mais próximas” das empresas em 2019?

Num mercado tão competitivo e exigente, quais serão as competências que farão a diferença no momento de recrutar o próximo talento?

A Pessoas e Sistemas, focada na avaliação e desenvolvimento de competências, conduziu um estudo junto de várias empresas no sentido de aferir qual a perceção do mercado na valorização das competências e quais as necessidades de recrutamento sentidas no corrente ano.

Reforçamos a ideia que as competências técnicas associam-se cada vez mais às competências comportamentais e estas ganham vigor na ação.

Temos vindo a assistir ao aparecimento de novas tendências a nível de metodologias de R&S estando o foco, cada vez mais afastado apenas do “canudo,” e com aumento na incidência das competências transversais, clarificando a ideia que é a partir desta base que nos “distinguimos uns dos outros”. Deixou de ser novidade vermos engenheiros à frente de departamentos comerciais, ou advogados de formação a liderar projetos de consultoria IT, assim como filósofos e médicos na gestão. Esta transversalidade de conhecimentos só é possível à luz de uma compreensiva leitura das competências.

De acordo com o estudo realizado, a esmagadora maioria das empresas (94%) assume que terá necessidades de recrutamento em 2019, maioritariamente nas áreas comercial e de engenharias. Quais foram então, as competências que o mercado identificou como mais criticas?

Competências de cariz analítico surgiram entre as mais valorizadas em paralelo com a capacidade de iniciativa, de relação com os outros e de planeamento. Este cluster de competências remete para a capacidade de organizar e definir objetivos e metas, para a destreza na identificação e solução de problemas complexos e para a capacidade de o fazer em equipa ou coordenando outros. Destacou-se também a capacidade de iniciativa nos indivíduos, reforçando ações de responsabilização e autonomia pela tarefa, remetendo neste enquadramento para contextos de liderança mais informais e horizontais.

A Comunicação, numa ótica de negociação e de persuasão foi também identificada como uma competência importante nos perfis dos candidatos. A verdade é que a comunicação é um aliado de qualquer outra competência. De que serve identificar uma solução ou uma ideia brilhante se depois não a transmitimos convenientemente para as equipas ou para o mercado? Esta competência continua a ser um pilar em qualquer organização, é bom que a tornemos cada vez mais hábil e a funcionar como motor das equipas.

A valorização da criatividade, não foi uma novidade, é já uma tendência nas organizações, associada ao problem solving, à capacidade de fazer diferente e de “chegar lá primeiro”,

Concluímos neste diagnóstico ao mercado que há um claro destaque dado às competências pessoais na sua relação com as competências técnicas, ou seja perante ação a nossa capacidade técnica assume outra eficácia caso tenhamos treinadas as competências pessoais, ou pelo menos as que forem criticas. Nunca nos esquecendo contudo, que não temos todos as mesmas competências nem a mesma capacidade de as usar.



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